Nas ondas de lagos,
onde repousam os magos,
os sonhos se acumulam
e os urubus perambulam.
Sem olho vê o velho
com tédio sem remédio.
as mão tateiam
a praia.
Escorrega,
cai na água,
nega, tenta respirar,
mas afunda.
Asfixia-se no futuro,
perde-se em cima do muro,
passa a vida a sonhar
para depois ver-se
a murchar.
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