segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Circenses ©


Convite: Circo à qualquer hora. Venham , ó nobres transeuntes, trabalhadores, consumistas e comunistas, venham para o circo, onde temos diversas atrações! Desde o magnífico baile de máscaras até o Mágico das Moedas, assim poderá desfrutar dos acertos, erros, podres, maravilhas da vida. Entrará na distopia humana e todos seus cantos malditos.

Caros visitantes a nossa primeira atração do dia será o glorioso baile de máscaras. Escolha a máscara, talvez de bom amigo, amante, moralista, figura paterna ou materna, a que melhor encaixe com suas próprias feições. Entre na valsa.

Baile de Máscaras


Baile de Máscaras;
Mostra teu eu-não;
Baile de Máscaras;
Vista a melhor pra te esconder;
Baile de Máscaras;
Dança sem Par;
Baile de Máscaras;
Não precisas amar;
Baile de Máscaras;
Mente;
Baile de Máscaras;
Pretende;
Baile de Máscaras;
Finge;
Pega a melhor, junta-te a nós nessa valsa sem controle

Mestre Relojeiro

Tic-Tac - Eu coordeno;
Tac-Tic - Eu sou eterno;
Tic-Tac - Ou pelo menos;
Tac-Tic - Meu título é.

Tic-Tac - Cronometro;
Tac-Tic - Cada Metro;
Tic-Tac - Regro;
Tac-Tic - Desregro.

Tic-Tac - Sua incansável rotina;
Tac-Tic - Sua insuportável vida;
Tic-Tac - Sua ins;
Tac-Tic - Sua.
9  12  3                 Sou o Mestre Relojeiro / Tic-Tac / 
\  |  /                                    /Defino seu nascimento / Tac-Tic /
 \ | /                  Não, Não há outro caminho / Tic-Tac /    
   6                                   / Tac-Tic / Alias me deves 32 reais

 Cobro pelo tempo que dou a sua inútil vida.

Tribunal Intelectual


O primeiro caso é de Santos Dummont;
E a ele concedo a avião;
O segundo caso é do Padre Roberto Moura;
Estados Unidos não maltrate-o;
Pois a ele concedo o rádio;
O terceiro caso;
Já foi falado;
E por acaso;
Quem falou obtém a posição do quarto caso;
A João Gilberto concedo a bossa-nova;
Que o mundo inteiro opta;
Pela liberdade intelectual brasileira;
Já o quarto caso, Tom Zé;
Injustiçado e a ele concedo o reconhecimento.

São muitos artistas, inventores, pensadores;
Que acabam sendo enterrados e ficam podres;
E assim continuo meu tribunal;
Onde opiniões de alto escalão intelectual;
Podem ser queimadas ou aceitas;
Mas sei que gênios morrem entre lodo e 
Librorum Oblitus.

O Domador e o Leão

O leão é mais forte que o domador;
Mas o leão teme o chicote;
Nem percebe que ele é quase um ator;
Ator de que manda nestes recortes.

O Domador é mais esperto que o leão;
Mas o dia que leão perceber seu poder;
Vai rasgar seu temor como se fosse pão;
E ele não terá pra onde correr;

O democrata se suporta nas costas da besta;
Mas a besta pode facilmente chacolhar;
Seu governante espantar.

A audiência teme as atrações;
Entretanto, as atrações só existem pelo medo da audiência.

Ópera da Batalha de Classes


Eu sou o pobre o malandro;
Sem medo do perigo ando;
Vou à feira trabalhar;
E quando em casa rezar;
Vou levando a sub-vida;
E na minha ida;
Ao carnaval sou feliz;
Mas passo o ano inteiro em dias vis.

Eu sou o precioso mediano;
Sem medo do futuro ando;
Vou ao escritório trabalhar;
E quando em casa me expressar;
Vou levando a vida;
E na minha ida;
Ao salário sou grato;
Mas passo o ano inteiro sendo seu garoto.

Eu sou o usurpador da riqueza;
Sem medo, ando da minha fraqueza;
Vou a Nova York comprar;
E quando em casa meu ego masturbar;
Vou levando a sob-vida;
E na minha vinda;
Os pobres e medianos me amam;
Mas passo preocupado, que contra mim, tramam;

Sou a força de trabalho;
E por isso mereço o baralho.

Sou a massa, a maioria;
E por isso mereço a mordomia.

Sou a mente controladora;
E por isso mereço a seu serviço por ora.

Pausa pro Almoço 


Ao longo do ano paro;
Para repetitivos feriados;
E me dizem que carinho é raro;
Por isso existe o dia do arriado;
Pra ter amor num dia.

Feriado pra tudo existe;
Pois, passamos o ano sós;
Não há motivo para estar triste;
Mas sei que mentira é entre nós;
Só achamos uma pausa.

Uma pausa da discórdia;
Da incerteza, da guerra;
Do trabalho, da solidão;
Onde todos almoçam juntos;
Onde todos são iguais;
Mas só algumas vezes ao ano.

Operários e Visitantes;
Circenses e Espectadores;
Ricos e Pobres;
Somente na pausa pra festa;
E depois, nada daquele dia resta;
Para, então, continuar o circo;
E morrer cada vez mais.

Os Construtores - Os que fazem o Palanque

O barulho dos sapatos;
Ecoam por baixo dos palanques;
Ouvem os esquecidos;
Rapidamente aclama para que a porta tranque.

Somos os herdeiros do sacrifício;
Vivemos do sangue de povos injustiçados;
Temos luxos pelos seus ofícios.

E o barulho dos sapatos;
Do baile de máscaras;
Ecoam embaixo do palco;
E eles choram.

O crico foi elevado;
Acima duma poça de sofrimento;
Os mortos querem ser revelados;

Nadamos no sangue de povos subjugados, maltratados, escravizados.
    E o sangue, por uma fenda escorre pelas fontes.

O Mágico das Moedas

Prestem atenção;
Ao colocar esta roupa;
Esta pessoa muda de posição;
Alguém diz algo contra?

Pague em vinte vezes;
Vinte meses;
O que importa é o status;
E no seu ato;
Vou tirar proveito.

Me dê suas moedas;
E em troca lhe dou;
Várias damas;

Transformo sua moeda.
Em poder, em amor;
No que quiseres;
Pois eu sou o mágico;
E você é o poderoso fanático;

Para assinar o cheque da sua magia;
Também pode comprar a caneta que vendo;
Tudo o que sua mulher queria;
E sei que você, o contrato, está lendo;
Prometo-lhe tudo.

 Espectador : 

"Então se negociar com ele sou feliz?
Pela primeira vez vou ser reconhecido sim;
Vou vender minha cabeça por um chapéu de respeito;
Farei sucesso e, alguém deitará no meu peito;
E assim serei homem!"

Exato, suba no palco, assina e lhe dou o que precisas;
Um carro, uma casa, uma roupa, de marca de preferência;
Perca suas ideias, sua cultura, esqueça da ciência;
E por fim lhe dou está máscara;
É de graça, é só usar;
Por favor, se direcione ao baile e volte sempre!
E,  lembre-se, a felicidade não é garantida.

Magnum Circus I

Ah, o circo, como respiro;
Seu eterno caos admiro;
Alias eu sou o caos;
Pois eu sou o circo.

Meus braços se estendem de cronos à gaia;
Venho como engravatado, guerreiro, profeta;
Temem minha força;
Ainda crio falsos inimigos;
E também impossíveis amigos;
Que a idolatria se alastre, pois não veem;
Que eu sou dono.

Toco e remexo; 
Experimento e deixo;
Seleciono e rebaixo;
Decido se vive;
Mato sem discriminação;
Igual à aquele ser que meus empregados admiram;
Largo eles à sua própria demência e me divirto;
Mesmo sabendo do remédio;
Prefiro vender a doença.

Nada me traz tanto gozo quanto;
A decadência do antropo.

O Encantador de Ovelhas

"O caminho do homem justo é rodeado por todos os lados pelas injustiças dos egoístas e pela tirania dos homens maus. Abençoado é aquele que, em nome da caridade e da boa-vontade pastoreia os fracos pelo vale da escuridão, pois ele é verdadeiramente o protetor de seu irmão e aquele que encontra as crianças perdidas. E eu atacarei, com grande vingança e raiva furiosa aqueles que tentam envenenar e destruir meus irmãos. E você saberá: chamo-me o Senhor quando minha vingança cair sobre você" - ezequiel 25:17

Levo os outros para o caminho;
O qual eu considero correto;
Tiro todos dos seus ninhos;
Esmago-os em pilares eretos.

Levo as ovelhas pra passear;
Posso amar ou odiar;
Posso ser o pastor;
Ou o destruidor.

Entretanto, a ovelha que decidi ir;
Eu faço de tudo pra voltar;
E quando morrer, vou rir;
Pois só eu sei como respirar;
E devo lhes ensinar.

"Ovelha Negra:

Prefiro viver sem um pastor;
Prefiro viver na verdade da dor;
Prefiro viver ausente do professor;
Fujo de vocês todos.

Revogo seu versículo;
Toda ovelha vive por si;
E o senhor não ajudará;
Ninguém tem pastor;
Só é acompanhado pela dor;
A dor de viver e saber que está sozinho;
Ninguém nos salvará;
Só nós mesmos podemos;
E não acredito em oremos.  

Algumas ovelhas quero acompanhar;
E um dia encontrar uma só pra me refugiar;
Uma pra na nossa toca amar.

Não há um senhor, nem pastor;
Nem vingança;
Há vida e o destino dela;
O destino da morte."

A Grande Exposição Zoológica dos
         Macacos Sedentos por Falos e Aberturas
            
           Compram;
       Passam;
             B-r  i-g   a-m;
      Usam;
                     Des usam;
Entram >
             < Saem;
Vendem.

        A chave e a fechadura - =;
                     Uma deseja a outra;
         Umas usam do dinheiro.

Usam do desejo pra inflar si ------- =======;
      Entretanto,  se usa só uma vez ;
 Se erra para entrar;
    E saí tudo errado e se abre errado;

                              Poderiam, invés de se inflar;

             Ficar satisfeito por inflar o outro;

                                                           O Prazer se dá < ;


                                O amor se recebe > .

Os Trapézios

Os acrobatas de pessoa em pessoa;
Enrolam suas fitas;
E pulam de proa em proa;
Fazem fitas falsas pra poder cortar;
No qual momento do roubo achar;
Achar o que desejavam.

Todos entrelaçados por fitas;
Mas eles, acrobatas, não respeitam;
Cortam, sem perdão, as filas;
E eles então só se aproveitam.

.Alguns caem nos trapézios;
Outros se atiram de prédios;
Por mil fitas dançam;
E nelas tropeçam.

O Encantador de Túmulos

Mas que moça mais bela;
Não vejo nada diferente nela;
Vou tirar a máscara para enterrar;
Po)s aqui todos são iguais.

Imagino como deve ter morrido;
Como foi o tal ocorrido;
Será que bebeu demais?
Ou somente não soube agradar o rapaz.

Tem uma corrente de cruz;
Ora, agora toda cheia de pus;
Não vai importar;
Posso tirar;
Pois aqui todos são iguais.

Não importa se é rico ou pobre;
Se é pecador ou nobre;
Pra mim é só mais um;
Vou beber mais um copo de rum;

Mesmo que peçam;
Pra eu enfeitar o túmulo;
Saibam que rezam;
Eu só vejo o cúmulo;
O cúmulo da esperança;
De que vai ter outra vida;
Mas eu sei o final da dança;
Que a verdade é mais sofrida.

Aqui são todos iguais;
Quase todos animais;
Até, depois de morto;
Brigam pra ver quem tem mais porte;
Disputam os túmulos como esporte;
E eu vou a enfeitar;
O que caiu nelas: O azar;

Sou outro operário;
Sem carga de horário;
E um dia outro vai encantar;
O meu túmulo;
Pois aqui todos são iguais.

Os Bastidores ( Operários do Circo )

Em coro lamentamos;
Apresentamos à todos o circo;
Seus podres, aqui, expomos;
Somos os escritores, poetas;
Compositores, atores, artistas;
Filósofos, pensadores, cientistas.

Estamos fora do meio;
Fomos excluídos;
Voltamos, não por motivo alheio;
Mas por estar fora poder perceber;
E assim, por venturar, tecer;
Tecer as capas dos pavilhões do circo.

Magnum Circus II

Sento no meu trono;
Olhando a valsa;
Sei que não há retorno;

A revolta de pequenos grupos;
Alastra-se no meu circo;
E amontam as pilhas de corpos.

Estes malditos artistas;
Espalham estas ideias;
Tenho que tirá-los de vista.

O circo morre comigo;
Pois eu sou Deus!
Eu sou tudo!
Quero ver o circo pegar fogo!
Vou tratar de seus leitos como jogo!
HAHAHA! Que tudo se acabe...
Que morram todos...
Que morram...
E eu queimarei junto com o circo;
Cairei sobre meus servos e eles sentirão meu peso;
Serão esmagados pela minha ruína, ou seja a ruína deles.

A Saída

Na saída, a pé;
Na saída, de carro;
Na saída, de avião;

Nos encontramos;
Alguns ficam aqui pra sempre;
Mas nós emigramos;
Vamos para outro circo;
Ou criar o nosso próprio;

Na saída, a morte;
Na saída, a felicidade;
Na saída, a dor;

Nos encontramos;
Alguns ficam aqui pra sempre;
Mas nós recusamos;
Vamos recusar esta ilusão, este caos;
Podemos ainda ser felizes;

Na saída, a desejar;
Na saída, a amar;
Na saída, a temer;

Nos encontramos;
Alguns ficam aqui pra sempre;
Mas nós recusamos;
Vamos, ainda dá tempo;

Poucos viverão sem o baile;
Sem os encantadores;
Sem as pausas;
Sem os magos;
Sem os tribunais;
Sem tudo isso;
Só, nós refugiados em algum lugar.

          por  Gabriel Zaffari e Gabriela Peçanha ( ela é  igual a uma hobbit, bem pequetuchas e fofa )

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Monólogo

Eu estava monologando com você,
 E a vontade de morrer em mim amanhece;

Eu recebia um elogio,
 Mas só penso naquele relógio;

Eu escutava a música,
 Entretanto ignoro a dica;

Eu sorria,
 Porém morria.
" Tristeza não tem fim;
 Felicidade sim;
 A felicidade é como a pluma;
 Que o vento vai levando pelo ar;
 Voa tão leve;
 Mas tem a vida breve;
 Precisa que haja vento sem parar. "


     Vinícius de Moraes e Tom Jobim, trecho de A Felicidade.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Simul

Estamos juntos pela vontade de reviver;
Estamos juntos pela vontade de correr;
Estamos juntos pela saudade;
Estamos juntos pela antiga amizade;

Estamos juntos por rir do passado;
Estamos juntos por ano retrasado;
Estamos juntos por ter obrigações;
Estamos juntos por ter objetificações;

Estamos junto porque queremos viver os dias de anteontem;
Estamos junto porque não conseguimos viver como ontem;

Os sonhos de voltar não funcionam;
E quando crescer finda ( ou não ) em:
A amizade só existe pela nostalgia da amizade;

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Expectatio

Expectativas calorosas;
Passam ao vento;
Deveria ter enviado rosas;
Ou talvez não ter falado;
Nem desejado;
Nem começado;

Se existe algum lugar para ir;
É para sentado, fugir;
Jogar-me num mar de mundos
e esquecer a aflição.

O instinto fala mais alto que minha razão;
Por isto não dou a mim, perdão;
Olho para dentro e vejo insegurança;
E quer dos outros erguer sua confiança.

Pra ele amor, é estar seguro;
É estar sem medo de falar;
Pensar, compartilhar;
Sem que o recriminem;
Que o calem;
Pois o que mais ouve;
É o aclame do silêncio;
O silenciar da minha voz;
Que só cuspe ,de si, entrelaçados nós.




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Alacer

Alegria, Alegria, nada melhor do que simples felicidade;
Nem precisa de amor ou companhia de fidelidade;
O sentimento bobo e esquecer tudo ao redor;
E aos ventos do tempo relembrar e repor;
Repor os dias de outrora;
E nesta hora;
Sorrir;
Ir.
Sentir;
E mesmo agora;
Ter os risos de melhora;
Ao presente do tempo refazer e propor;
Deixar-se levar por mil sorrisos em esplendor;
Levando consigo a confiança de si de conformidade;
Alegria, Alegra, nada melhor do que simples felicidade.

Castlevania Symphony of the Night - Requiem for the Gods



Nada melhor do que uma música sombria... Obrigado Castlevania ^^

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Remigare

Remar de novo vou tentar
Pra ver se vou achar
Um lugar
Pra observar
E amar
Pra se enrolar
Em longos cabelos à brilhar
Mas não sei quanto tempo vou ficar

Em sonhos a me perder
Em desejos a me tecer

Remar de novo vou rasgar
Pra ver se vou amar
Um luar
Pra admirar
E nadar
Pra se afogar
Em longos rios à flutuar
Mas não sei quanto tempo vou ficar

Em sonhos a me perder
Em desejos a me tecer




terça-feira, 16 de outubro de 2012

Adamas Alea

Diamond Dice;
Rolling in the floor;
We want to know much more;
Made in the fires;
To fulfill out desires.

Diamond Dice;
Roll and it will decide your path;
Belhold the secrets of our time;
Watch the chaos and beauty of lifes.

Diamond Dice;
In our hands;
We want all the ends,
Shine in the mind,
As you do in the light.

Behold the chaos
Behold the time
Behold the life
Behold! Diamond Dice.

Trem Fantasma Os Mutantes

sábado, 6 de outubro de 2012

Speculum

Sala de espelhos,
cada um com seu conselho,
vários tons de cores de várias cores,
mais de milhões tons de horrores de milhões de horrores;
incontáveis faces de sonhos de mais incontáveis sonhos;

Essas faces, cores e tons
brigam por espaço
nessa mente em que ecoa sons,
sons de desespero escasso.;

Controlá-los é difícil,
pois não é dócil,
e nem mandar posso,
possuem vida própria,
ignoram a antiga história;

As várias sessões de eu
brigam e eu fico aqui sozinho.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Panis et Circensis

             Há muitas coisas que me incomodam, mas há constante mentira que as pessoas vivem com "atores" , "cantores" , "celebridades" uma veneração sem sentido, há pessoas sem talento, sem visão, sem, sem, esforço. Os grandes hits de música, os block-busters, os programas maravilhosos na tv, tem fórmula, a arte comercial, acho que nada neste mundo me causa mais incômodo do que isto.

            Claro que o artista tem que vender, se não, ele morre de fome, o problema é que a sociedade está sendo amaciada e moldada para ser homogênica. Um produto que todos gostem será o futuro ideal para empresas, estamos próximos a nos tornar a sociedade que Emile Durkheim e Augusto Conte , quiseram, uma sociedade previsível. O problema , é que somente este fator de suas teorias é bem executado. Grito, sem apoio, por favor, mais sabedoria, mais filosofia até. Clichê foi este texto, mas desbravar preciso. Para acabar o post com algo bom Panis et Circensis dos Mutantes:

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Simulacrum et Symbolum

                Imagens e símbolos envolvem partes fundamentais do ser humano. Não há algo mais marcante e forte que um símbolo, como as pessoas lembrariam do cristianismo sem a cruz? Do judaísmo sem a estrela de Davi?  Dos Beatles sem seu logo? Imagens são o resumo de pensamentos abstratos sobre um conceito ainda mais abstrato. Se o PT não tivesse um símbolo, lembrariam então duma persona importante do partido, uma imagem, uma foto.

                É muito difícil imaginar um mundo sem representações gráficas do mundo. Vivemos na era da representação do mundo real, não o mundo real. Talvez, o fato que mais prove nosso mundo de Simulacrum é o dinheiro, ele representa riqueza, comprarmos materiais, reais ou não, com uma representação de riqueza, alias a própria concepção de riqueza é cheio de simbolismos, jóias, mobilhas, quadros, celulares, a riqueza é uma representação de posse e poder. O dinheiro é a representação duma representação.

               Por ventura, o que vemos, sentimos, nunca será o real, será sempre uma interpretação de nossos sentidos do ambiente. Vivemos numa constante vida de imagens e símbolos. Se é ruim viver assim , não posso dizer, só sei que faz parte de ser humano. Simbolizar o mundo, talvez , seja nossa maior qualidade e a definição do que faz a humanidade.