Ironicamente és tu,
o mais sutil,
como o peso dum tumor.
Incógnito no
meio das informações.
Preciso, inscrito,
Transcrito, descrito,
Detestado!
De todo o espectro
das cores do subjetivo,
você é aquela
que transita,
entre todas.
Mas, você, ó, você
meu grande amor,
é a arma mais sutil;
a arrogância.
Existe certo sentimento kafkiano,
Naquele caminhar incerto ao vento,
Tudo vai ser sempre igual no ano,
Esqueça, pois é tudo torto.
"Mas, deixa pra lá...
O mar que vai leva...
O dia que vai passsa...
A dor que vai cede...
A vida vai que traça,
e sei que tu pede
por um pouco de
controle."
Existe um sentimento simulacriano,
Naquele jogo de cartas do nosso bar,
Limpa-se as palavras com um pano,
e vai se esquecendo como caminhar.
Mas, pra que?
Se amanhã às 3 da tarde
tem na TV alguém
dizendo da salvação?
E na iternet
se tenho um problema
eu procuro e acho
a solução,
realidade pra que?
Se esse solipsisimo,
ismo, essas idéias irreias
e etcé-tr-ícás.
Os impulsos elétricos
vem e eu fico PARADO!
Existe um certo sentimento sofista,
Naquele troca com papéis de dinheiro,
Joga-se a lógica por mercadoria,
E não se distraia que cairá no bueiro.
"Mas, deixa pra lá...
O mar que vai leva...
O dia que vai passsa...
A dor que vai cede...
A vida vai que traça,
e sei que tu pede
por um pouco de
controle."
Existe um sentimento simulacriano,
Naquele jogo de cartas do nosso bar,
Limpa-se as palavras com um pano,
e vai se esquecendo como caminhar.