terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Leitor: Você acha que eu sou arrogante?

Ironicamente és tu,
o mais sutil,
como o peso dum tumor.

Incógnito no
meio das informações.
Preciso, inscrito,
Transcrito, descrito,
Detestado!

De todo o espectro
das cores do subjetivo,
você é aquela
que transita,
entre todas.

Mas, você, ó, você
meu grande amor,
é a arma mais sutil;
 a arrogância.

Imito o kafka trocando um pé por uma mão com um comerciante enquanto ando às cegas.

Existe certo sentimento kafkiano,
Naquele caminhar incerto ao vento,
Tudo vai ser sempre igual no ano,
Esqueça, pois é tudo torto.

"Mas, deixa pra lá...
O mar que vai leva...
O dia que vai passsa...
A dor que vai cede...
A vida vai que traça,
e sei que tu pede
por um pouco de
controle."

Existe um sentimento simulacriano,
Naquele jogo de cartas do nosso bar,
Limpa-se as palavras com um pano,
e vai se esquecendo como caminhar.

Mas, pra que?
Se amanhã às 3 da tarde
tem na TV alguém
dizendo da salvação?
E na iternet
se tenho um problema
eu procuro e acho
a solução,
realidade pra que?
Se esse solipsisimo,
ismo, essas idéias irreias
e etcé-tr-ícás.
Os impulsos elétricos
vem e eu fico PARADO!

Existe um certo sentimento sofista,
Naquele troca com papéis de dinheiro,
Joga-se a lógica por mercadoria,
E não se distraia que cairá no bueiro.

"Mas, deixa pra lá...
O mar que vai leva...
O dia que vai passsa...
A dor que vai cede...
A vida vai que traça,
e sei que tu pede
por um pouco de
controle."

Existe um sentimento simulacriano,
Naquele jogo de cartas do nosso bar,
Limpa-se as palavras com um pano,
e vai se esquecendo como caminhar.