segunda-feira, 25 de março de 2013
Bosque
Desespero
I
Com o medo em punhos,
é jogada à floresta
nos mês de junho
quando o outono só resta.
Para adentrar no inverno,
entre as serpentes traiçoeiras,
suas mordidas remetem ao inferno
e ela não acha a beira.
A escuridão consome,
o desespero aparece
e a visão some.
A faca de formigas escala.
Tropeça. Desesperada reza a tudo,
até para mandala.
II
Pandora, nossa heroína, levanta,
retira a faca das formigas,
coloca uma manta
para impedir os insetos de sua ins.
Ins-des-a-coragem
retirada do conforto,
parida dos lábios da miragem
a andar no caminho torto
Está, aparentemente, sozinha
arranja forca antes nunca percebida,
nota algo que não tinha.
Achar a saída
com artifícios de si
e não deixar-se caída.
III
Usar as armas do ego
que aparentemente "salvam"
e ela diz: eu me nego
mas ela sabe se não fizer, eles matam.
Deve percorrer por memória
para poder sobreviver
para findar sua própria história
e assim ver.
Enxergar na escuridão
com uma tocha reluzente
provinda da razão.
Para poder caminhar
nos ladrilhos escorregadios
esperando, uma saída, achar.
quinta-feira, 21 de março de 2013
Crescimento Flageal
O efêmero portal,
onde usa-se punhal.
Rituais de desvirginação
do nosso antigo refrão
provindos dá época inocente.
A dor rasga o hímen do conforto
e ao ficarmos sem porto
sobrevivemos e crescemos.
Sem flagelo não há elo.
Somente sendo só para valorizar o ó;
Pois só na perca que se aprende.
onde usa-se punhal.
Rituais de desvirginação
do nosso antigo refrão
provindos dá época inocente.
A dor rasga o hímen do conforto
e ao ficarmos sem porto
sobrevivemos e crescemos.
Sem flagelo não há elo.
Somente sendo só para valorizar o ó;
Pois só na perca que se aprende.
terça-feira, 12 de março de 2013
Cascata Nº 3
amor felicidade
está no momento
me nebulando
envolvendo perambulando
o mar
mundo me chama
quero preciso
conhecer
todos os
cantos
de nós
e da terra
e meus
e seus
vou seguir
com meu barco
pelas
cascatas
do
tempo-espaço
pra se passo
a sorrir
e criar.
Minhas cascatas
estão numa linha só
decidido estou
e por um
barco vou
com uma flor.
está no momento
me nebulando
envolvendo perambulando
o mar
mundo me chama
quero preciso
conhecer
todos os
cantos
de nós
e da terra
e meus
e seus
vou seguir
com meu barco
pelas
cascatas
do
tempo-espaço
pra se passo
a sorrir
e criar.
Minhas cascatas
estão numa linha só
decidido estou
e por um
barco vou
com uma flor.
domingo, 10 de março de 2013
Dessonho Nº 232
Nas ondas de lagos,
onde repousam os magos,
os sonhos se acumulam
e os urubus perambulam.
Sem olho vê o velho
com tédio sem remédio.
as mão tateiam
a praia.
Escorrega,
cai na água,
nega, tenta respirar,
mas afunda.
Asfixia-se no futuro,
perde-se em cima do muro,
passa a vida a sonhar
para depois ver-se
a murchar.
onde repousam os magos,
os sonhos se acumulam
e os urubus perambulam.
Sem olho vê o velho
com tédio sem remédio.
as mão tateiam
a praia.
Escorrega,
cai na água,
nega, tenta respirar,
mas afunda.
Asfixia-se no futuro,
perde-se em cima do muro,
passa a vida a sonhar
para depois ver-se
a murchar.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Revolução Palavrial
Lâmpada sobre a mesa,
aumenta a reza
Caem os trovões,
Abrem os portões!
No papel escreve-se sangue
com palavras de alcance.
Proclama a palavra
escreve o poeta
quase chorava
reescreve o planeta
e todas suas letras.
aumenta a reza
Caem os trovões,
Abrem os portões!
No papel escreve-se sangue
com palavras de alcance.
Proclama a palavra
escreve o poeta
quase chorava
reescreve o planeta
e todas suas letras.
Espinha Clássica dum Pós-Modernista em Descanto
Levantai as bandeiras,
Proclamai as revoluções solares
que infestam todos e quaisquer ares,
Sabei das mudanças
nas mil danças,
pois morre-se
e a flor desabrocha-se.
Aproveitai o sopor efêmero
que ao se acabar cai em bueiro,
onde vossos ratos
se alimentam e
amamentam.
Negai
a maldade.
Saudai
a felicidade.
Admirai
a intensividade.
Amai - aqueles que vos amam,
sem medo, pois o tempo
corre.
Proclamai as revoluções solares
que infestam todos e quaisquer ares,
Sabei das mudanças
nas mil danças,
pois morre-se
e a flor desabrocha-se.
Aproveitai o sopor efêmero
que ao se acabar cai em bueiro,
onde vossos ratos
se alimentam e
amamentam.
Negai
a maldade.
Saudai
a felicidade.
Admirai
a intensividade.
Amai - aqueles que vos amam,
sem medo, pois o tempo
corre.
domingo, 3 de março de 2013
enlightenment by love
I had a kinfe across my chest,
I didn't let any light
In a dark room
by myself
I didn't know what to do
the rats of my
self unrespect
were eating me
my heart was consumed
I didn't let any light
In
any light, even the light of my own,
I wanted to die
I felt usseless
and unloved
lonely
dead.
Somewhere, somehow
the light burst into my room
a lady walked in
circled with an aurea
of gracefulness
retrived the knife from my chest
wept the blood
killed the rats
rose me up
huged me while
I was in tears
said the words
of enlightenment
after
a moment of pause
and a kiss of love
huged me while
I was in tears
said the words
of enlightenment
after
a moment of pause
and a kiss of love
The windows
the walls
the doors
the walls
the doors
all broke
and light infested
every corner
of me.
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