segunda-feira, 25 de março de 2013
Bosque
Desespero
I
Com o medo em punhos,
é jogada à floresta
nos mês de junho
quando o outono só resta.
Para adentrar no inverno,
entre as serpentes traiçoeiras,
suas mordidas remetem ao inferno
e ela não acha a beira.
A escuridão consome,
o desespero aparece
e a visão some.
A faca de formigas escala.
Tropeça. Desesperada reza a tudo,
até para mandala.
II
Pandora, nossa heroína, levanta,
retira a faca das formigas,
coloca uma manta
para impedir os insetos de sua ins.
Ins-des-a-coragem
retirada do conforto,
parida dos lábios da miragem
a andar no caminho torto
Está, aparentemente, sozinha
arranja forca antes nunca percebida,
nota algo que não tinha.
Achar a saída
com artifícios de si
e não deixar-se caída.
III
Usar as armas do ego
que aparentemente "salvam"
e ela diz: eu me nego
mas ela sabe se não fizer, eles matam.
Deve percorrer por memória
para poder sobreviver
para findar sua própria história
e assim ver.
Enxergar na escuridão
com uma tocha reluzente
provinda da razão.
Para poder caminhar
nos ladrilhos escorregadios
esperando, uma saída, achar.
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