sábado, 9 de fevereiro de 2013

Desromance Nº 5

Queria poder-te ter;
  a longos braços abraçar-te
          Mas sei que tu queres livre ser
      Então devo deixar-te.

Sinto constantes vazios
     que nascem por muitos rios
   e a enchente vai vir.

 Me carregue, pois
 me dá vontade de morrer
  e assim, eu sei, não dá para querer
pra que, amar alguém tão só?

Queria poder-te viver
  a longas conversas interessar-te
          Mas sei que tu queres viver
então acabo por amar-te.

Sinto constantes lacunas
    que nascem por muitas colinas
 e a enchente vai vir.

 Me salve, pois
me dá vontade de cair
 e assim, eu sei, não dá pra querer
pra que amar alguém tão só?

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